Delegada justifica acúmulo e atrasa início de investigação
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segunda-feira, 16 de outubro de 2000
Edna Mendes De Londrina 
A delegada Waldete Testoni, responsável pelo inquérito que apura a morte da professora de música Maria Estela Pacheco, 35 anos, que morreu sábado após cair do 12º andar de um edifício, ainda não começou a investigar o caso. Amigos e familiares da professora só serão ouvidos na semana que vem.
Waldete disse que só vai dar início as investigações na próxima semana por causa do acúmulo de trabalho. Temos muitos casos em andamento e não teremos condições de começar mais esse nessa semana, justificou. Segundo ela, a polícia não descarta nenhuma das hipóteses possíveis na morte da professora: suicídio, homicído e queda acidental.
Na semana que vem o Instituto Médico-Legal (IML) também deve concluir o laudo sobre os exames toxicológicos que foram realizados no corpo da professora. Maria Estela morreu por volta das 6 horas do sábado, ao cair de uma janela do apartamento 123 do Edifício Diplomata, na rua Paranaguá, centro de Londrina. Ela estava em companhia de Mauro Janene da Costa, de 34 anos, dono do apartamento.
Em seu depoimento ao delegado Algacir Ramos, que estava de plantão no 10ª Delegacia de Polícia, Janene disse que eles tinham acabado de chegar do Bar Valentino, quando Maria Estela foi até a sacada interna do prédio e ameaçou pular. Ele afirmou que tentou segurá-la, mas não houve tempo. Maria Estela era estudante do último ano do curso de Música, na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e morava com os pais no Jardim Presidente. Ela era divorciada e tinha uma filha de 14 anos. (Colaborou Celso Mattos)


