A delegada interina do 4º Distrito Policial, Thaiz Fernanda Corona, tentará ouvir hoje Fátima Crespilho da Silva, mãe de Fabiana Aparecida, de 21 anos. A jovem morreu anteontem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Londrina. Inquérito policial apura as causas da morte da jovem, que estava internada no hospital desde o dia 2 de dezembro do ano passado.
Segundo três colegas que acompanhavam a jovem no dia da queda e que acionaram o resgate, a jovem teria tentado suicidar-se pulando numa parte rasa nas proximidades da barragem do Lago Igapó 1 (zona sul). Entretanto, a mãe registrou boletim de ocorrência porque alega ter ouvido da própria filha que ela teria sido empurrada no lago durante uma discussão com uma das colegas, cujo primeiro nome seria Érica. Fabiana foi sepultada ontem, em Marechal Cândido Rondon (90 km a oeste de Cascavel), cidade onde reside sua família.
O depoimento, porém, tem poucas chances de acontecer. Isso porque o local para onde foi enviada a intimação era o endereço de Fabiana em Londrina. Ela dividia o apartamento num prédio do Jardim Petrópolis (zona sul) com uma irmã de Érica, de nome Vanessa, que seria sua patroa. Fátima reside em Marechal Cândido Rondon e esteve em Londrina acompanhando a filha no hospital.
A delegada disse que a queixa aberta pela mãe consta como morte a apurar. Caso obtenha êxito, as informações colhidas serão repassadas ao delegado titular do 4º DP, Joaquim Mello, que deverá conduzir as investigações a partir de amanhã, quando retorna de férias.
O laudo da necropsia realizada no Instituto Médico Legal (IML) também não deve ser suficiente para esclarecer o que realmente aconteceu. Conforme o chefe do órgão, Ademar Consalter, o laudo apontará apenas as causas da morte e que tipo de instrumento provocou as lesões na jovem. ''O laudo poderá apontar, por exemplo, que houve traumatismo por instrumento contundente (pedra) mas não as circunstâncias em que isso teria acontecido'', declarou o médico.

mockup