Delegada é afastada acusada de extorsão
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
Ellen Taborda De Curitiba 
Uma delegada foi afastada e um policial e um carcereiro foram presos acusados de extorsão em Rio Negro (a 109 km de Curitiba). A delegada Mônica Maester vai responder a uma sindicância administrativa. O investigador Reinaldo Alves Natel e o carcereiro José Carlos dos Santos Silva, funcionário da prefeitura emprestado à delegacia, tiveram a prisão preventiva decretada na manhã de ontem.
Segundo o juiz de Rio Negro, Hélio Engehardt, os policiais são acusados de cobrar uma espécie de mensalidade dos estabelecimentos comerciais do município. Se o comerciante não pagasse, eles ameaçavam não conceder alvará ou plantar drogas no estabelecimento, informou.
Além de recolher dinheiro dos comerciantes, os policiais também cobravam propina de casas de prostituição para que continuassem funcionando. O acusado de fazer as ameaças era o escrivão Natel, namorado da delegada. De acordo com o juiz, quem cobrava o dinheiro dos comerciantes era o funcionário público José Carlos.
Também há denúncias de que a delegacia não fazia investigações. A Polícia Militar prendia assaltantes em flagrante e a delegacia soltava. Os inquéritos não andavam, contou o juiz. De acordo com ele, a violência aumentou no município. Desde que a delegada chegou aqui, há nove meses, a cidade, que era tranquila, passou a ter muitos assaltos e homicídios, afirmou.
A delegada vai ficar à disposição da Divisão Policial do Interior (DPI). Segundo o delegado-chefe da DPI, Clóvis Galvão Gomes, ela fica afastada das funções até a conclusão de uma sindicância administrativa que será instaurada hoje. O investigador Natel foi transferido para Curitiba e o funcionário público José Carlos está detido na cadeia de Campo do Tenente.
O novo delegado de Rio Negro, anunciado ontem pelo comando da Polícia Civil, é Armando Braga de Moraes Neto, que estava no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).


