Da Redação
A delegada titular do 2º Distrito Policial de Londrina, Valdete Testoni, que vai apurar a morte da garota Jenifer Stefani dos Santos, de 8 anos, informou ontem que está aguardando o laudo de necrópsia do Instituto Médico-Legal (IML) para saber exatamente qual a causa da morte da menina. Somente a partir daí é que ela vai decidir se abre ou não inquérito policial. ‘‘Se for morte natural, decorrente da doença, não tem o que apurar’’, afirmou a delegada. O laudo deve sair em uma semana.
Jenifer Stefani morreu às três horas da manhã de segunda-feira quando era transportada de sua casa, no Jardim Interlagos (zona leste), até o Pronto Atendimento Infantil (PAI). Às 20 horas do dia anterior, ela também tinha sido levada até o PAI com crise de amidalite. Acabou liberada depois de receber uma injeção de Benzetacil. A mãe da menina, Maria de Fátima Marques dos Santos, acredita que houve negligência no atendimento da filha.
O caso causou estranheza também porque o registro de ocorrência da morte da garota na 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina foi feito pelo próprio diretor-clínico do PAI, Jonilson Favaretto. O diretor-clínico requereu junto ao delegado de plantão, Jorge Barbosa, sigilo sobre o caso até que a causa da morte seja esclarecida. A imprensa não teve acesso ao Boletim de Ocorrência.
Jonilson Favaretto explicou à Folha, segunda-feira, que pediu para que o boletim não ficasse à disposição da imprensa para garantir que a direção do PAI fosse ouvida. Ele acrescentou que foi orientado pelo chefe do Instituto Médico-Legal (IML), Antonio Carlos de Queiróz, a requerer a avaliação pós-morte (necrópsia) para definir exatamente o que aconteceu com a criança.

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