Delegacia usa diálogo contra violência em casa Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha A Delegacia da Mulher de Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá) tenta na orientação e no diálogo entre os casais evitar e diminuir a violência contra a mulher. Segundo a delegada em exercício, Maria Aparecida Bedin, desde que a delegacia foi criada, há quatro anos, no município de 80 mil habitantes, o índice de violência contra a mulher reduziu em 80%. ‘‘Nunca mais registramos homicídio contra a mulher’’, comemora Maria Aparecida. Com uma média de sete ocorrências por dia, a delegacia registra, entre os casos mais comuns, briga de casais e vizinhas, classificados pela delegada como sendo vias de fato e perturbação de sossego. ‘‘É a situação em que a mulher discute ou leva um tapa e vem em seguida para a delegacia’’, diz a delegada. A ocorrência mais temida, no entanto, é o de espancamento com lesão corporal. São pelo menos oito casos por mês envolvendo maridos que se alteram violentamente contra a mulher. ‘‘Nós consideramos estes casos os mais tristes e problemáticos’’, afirma a delegada. Segundo Maria Aparecida, as brigas têm em sua origem o problema do alcoolismo. Por causa disso, a delegacia se ‘‘especializou’’ em orientar as famílias para que o marido procure tratamento. ‘‘Tentamos mostrar que os filhos são os que mais sofrem e que existem meios para recuperar a família. Muitas vezes, o casal chega aqui brigando e volta de mãos dadas para a casa’’, conta a delegada. Maria Aparecida afirma que o principal objetivo da delegacia é tentar a reconciliação. ‘‘Para isso, o caminho ideal é o diálogo.’’

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