Luciane TononO delegado Manoel Pelisson mostra a pequena câmara e como funciona o sistema; sistema é inédito na regiãoA delegacia de Cambará (22 quilômetros a noroeste de Jacarezinho) recebeu na semana passada um sistema de segurança inédito na região. Trata-se de um circuito fechado de transmissão em TV, com pequenas câmaras de vídeos instaladas nos corredores que dão acesso às celas. A implantação do sistema foi uma iniciativa do Conselho Comunitário de Segurança de Cambará. O circuito controla em tempo integral os presos e prevê tentativas de fugas ou rebeliões.
Com duas câmaras e um monitor, é possível que o policial de plantão interfira em qualquer movimentação entre os presos, inclusive com possibilidade de escutar o assunto tratado dentro das celas. O sistema custou cerca de R$ 2 mil e foi bancado pela própria comunidade.
Em 13 de maio deste ano, cinco presos fugiram da delegacia de Cambará, levando inclusive uma viatura da Polícia Civil. A fuga provocou medo na comunidade, que a partir daí se mobilizou em favor da segurança pública, assessorada pelo conselho comunitário. O conselho reúne representantes de vários setores: comércio, indústria e agricultura.
‘‘Cambará é a única cidade da região que tem um conselho de segurança, o que facilita melhorar as condições de trabalho’’, afirmou o delegado Manoel Ângelo Pelisson. Segundo ele, o conselho é formado por pessoas que acreditam no trabalho da polícia.
A delegacia de Cambará tem seis celas para adultos e uma para menores. A delegacia pode abrigar até 28 presos, mas atualmente conta com sete. Desde sua fundação, em 1995, o conselho já adquiriu para a delegacia um computador, quatro rádios HTs para comunicação local entre policiais, uma torre de rádio, um identificador de chamadas e agora o circuito de vídeo. A delegacia conta ainda com o trabalho de cinco investigadores policiais, um delegado e dois funcionários da prefeitura.
O presidente do Conselho Comunitário, Luis Antônio Dias, 24 anos, disse que a aquisição do circuito foi para tranquilizar a comunidade em relação a fugas de presos. ‘‘Não queremos mais que as fugas aconteçam por falta de equipamentos na delegacia’’, afirmou.

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