Quatro cooperativas - duas de Londrina, uma de Mandaguari e uma de Astorga - tiveram o acesso de trabalhadores em alguns de seus setores interditados pelo setor de Segurança e Saúde do Trabalhador da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT/PR), por falta de segurança. Em perícia realizada por fiscais foram detectadas entre três e nove irregularidades. A interdição foi determinada ontem.
Segundo o chefe de Comunicação Social do DRT/PR, Luiz Alberto Paixão, as vistorias começaram em agosto, quando duas pessoas morreram nas moegas da Corol, em Cambé. A meta da fiscalização é reduzir os índices de mortos nas cooperativas, segundo Paixão. Só na região Norte do Paraná, entre 1995 e 2001, foram registradas 15 mortes.
Os números em termos de Brasil são mais alarmantes. Só em 2000 foram registrados 376.240 acidentes com 3.094 mortes e 14.999 incapacitados permanentemente. A meta é reduzir estes índices em 25% até 2003, de acordo com Paixão.
As primeiras a serem interditadas foram a Corol (onde ocorreram as mortes), Cocamar e T.M Sedorko. A Cooperativa Agropecuária de Produção Integrada do Paraná Ltda, de Londrina; Valcoop, de Londrina, Cocari, de Mandaguari e Cocafé, de Astorgas, foram vistoriadas na última sexta-feira.
Os fiscais encontraram várias irregularidades que vão desde fios expostos e desencapados das transmissões de força dos equipamento (expondo os trabalhadores a choques) à falta de cabo de aço para fixar o cinto de segurança utilizado pelos trabalhadores que fazem limpeza das moegas e dos fossos de elevadores e funcionários sem treinamento fazendo o serviço.
A liberação do acesso a entradas e poços de moegas, fossos de elevadores e armazéns graneleiros (cada uma das cooperativas teve um destes setores ou mais interditados) só será feita depois que todas as falhas estiverem sanadas. Nos próximos dias os fiscais da Delegacia do Trabalho estarão vistoriando cooperativas de Campo Mourão, Toledo e Cascavel.
Na Valcoop, o diretor-presidente, Wilson Pan, afirmou que algumas falhas já foram sanadas e que em 10 dias a situação estará regular. Na Cocari, o superintendente, Vilmar Sebold disse em 10 ou 15 dias terão tomado as providências exigidas.

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