Delegacia de Maringá passa por reformas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá A 9 Subdivisão Policial de Maringá está passando por uma reforma. Segundo o delegado-chefe da 9 SDP, Rogério Antonio Lopes, que assumiu o cargo no último dia 10, as reformas estão só começando, mas o projeto final tem o objetivo de transformar não só a sede. Além de piso novo, readequação de espaços e pintura completa, o delegado quer criar uma nova imagem da Polícia Civil.
''A delegacia não tem que ser um ambiente deprimente, agressivo e angustiante porque muitas pessoas que procuram atendimento aqui são cidadãos de bem e merecem ser respeitados e melhor atendidos'', disse. Ele rebateu críticas sobre a reforma e comentários de que empresas suspeitas de envolvimento com desmanches de carros estariam patrocinando a reforma na delegacia.
Segundo ele, a reforma está sendo custeada pela comunidade e pela prefeitura, responsável pela mão-de-obra. Um representante comercial e uma empresa de material de construção já se prontificaram a doar o material. As obras, por enquanto, estão sendo feitas na sala do delegado.
O delegado-chefe manteve contatos com algumas empresas particulares e vem se reunindo com representantes de diversas entidades. O objetivo, segundo ele, é buscar apoio da comunidade para tornar a polícia mais eficaz. Ele elogiou os policiais que estão lotados na 9 SDP, mas disse que é preciso otimizar os recursos humanos. ''Temos policiais excelentes, mas é preciso saber explorar melhor aquilo que cada um sabe fazer de melhor'', explicou.
Ex-delegado de Cambará e de Bandeirantes, Lopes avisou que está apenas começando as reformas na PC de Maringá. Segundo ele, a mudança no prédio da delegacia é uma necessidade premente. ''Aquele que acha que delegacia tem que ser um lugar sujo com pessoas mau encaradas, ou que acha que a segurança pública é dever e responsabilidade única e exclusivamente do Estado, é um retrógrado'', afirmou.
Lopes disse que já recebeu a confirmação de que a cidade vai ganhar mais dois delegados. Atualmente, a central da Delegacia de Maringá conta com 80 policiais e 12 delegados.
Sobre os arrombamentos que são constantes na cidade e que consiste na principal reclamação dos moradores, Lopes afirmou que falta em Maringá cumplicidade da comunidade: ''Os moradores precisam se conscientizar que também podem cooperar para garantir a segurança pública.'' Um exemplo de falta de cumplicidade, conforme o delegado, é quando uma família sai para viajar e sequer toma o cuidade de pedir para que o vizinho ''olhe'' a sua residência e comunique a polícia quando algum fato estranho acontecer.


