Delegacia de Jataizinho ainda aguarda reforma
Alexandre Sanches
Quase três meses após a fuga de um detento que abriu um buraco na parede da cela com uma colher, a delegacia de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) ainda não recebeu nenhuma reforma, como está prevista na Secretaria de Estado da Segurança Pública. O prédio, construído em 1953, nunca foi reformado. Um pedido foi protocolado no ano passado, mas até o momento não houve liberação de recursos.
No dia 22 de março, um detento acusado de roubo de veículos abriu um buraco na parede da cela onde estava preso. Foi recapturado ao pular o muro. No dia seguinte a este episódio, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que as reformas estão previstas no orçamento do Estado para este ano e que dependem de licitação pública. O promotor de Justiça da comarca de Uraí José Roberto Manchini, afirmou na época que pedidos haviam sido procolados várias vezes, nas que nenhuma obra havia sido realizada.
Esta semana, o delegado Antônio Zuba de Oliva disse que está gestionando a reforma do presídio. Porém, sabe que será difícil, pois não há recursos disponíveis para esta obra. Para ele, a saída mais rápida será trabalhar por conta. Estou me reunindo com a prefeitura e a Pastoral Carcerária (ligada à Igreja Católica) para conseguir reformar pelo menos o presídio. Se esta parceria se concretizar, com certeza contaremos com a ajuda do Estado, comentou.
Zuba salientou que só a reforma do presídio, que abrigam quatro mulheres, três homens e quatro adolescentes, não resolverá o problema. A idéia é construir uma área de carceragem nova, no padrão do Estado, e depois reformar o prédio para a parte administrativa, ressaltou.
Por enquanto, a alternativa mais segura é transferir os presos mais perigosos para as cadeias de Uraí ou de Cornélio Procópio. Esta medida foi tomada em acordo com a Justiça da Comarca em Uraí e com o delegado-chefe da 11ª Subdivisão Policial em Cornélio. Os nossos presos são por furto e um estupro. Somente as mulheres estão presas por tráfico. Como a índole delas não é de fugir, estamos um pouco mais seguros, ressaltou.





