Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para Folha
Ney de SouzaPoliciais e funcionárias da delegacia: sem plantões, delegacia especial para atendimento de turistas e mulheres que sofrem violência registra poucos casosO Centro Integrado de Atendimento ao Turista e à Mulher de Foz do Iguaçu completa hoje dois meses de funcionamento, com números bastante discretos em relação aos casos ligados a visitantes que passam férias ou vêm fazer compras na fronteira. Apenas oito ocorrências envolvendo turistas foram registradas, sendo três em dezembro e cinco em janeiro.
‘‘É importante lembrar, porém, que o centro ainda não funciona aos domingos, quando o movimento na cidade é grande’’, avaliou Daisi Terezinha Dorigo Barão, delegada responsável pelo Centro.
Ela disse que muitos casos foram registrados nas delegacias da Polícia Civil porque aconteceram durante a noite ou nos finais de semana. O Centro ainda não possui policiais suficientes para que haja revezamento nos plantões, que devem sem implantados somente a partir de março.
Um dos casos não registrados pela Delegacia do Turista ocorreu anteontem. Três homens armados invadiram o Hotel Vila Rica, renderam a recepcionista e roubaram um hóspede, que não teve seu nome divulgado pela polícia. Levaram cerca de R$ 10 mil em mercadorias compradas no Paraguai.
Outro assalto que não foi incluído nas estatísticas da delegacia aconteceu sábado. O inglês Hais Christopher Sinclair foi assaltado por dois menores enquanto caminhava em uma avenida próxima à favela Monsenhor Guilherme, região central de Foz. Os ladrões levaram R$ 40,00 da vítima.
Todos os meses acontecem em média 40 assaltos à mão armada em Foz do Iguaçu. Cerca de 10% destes casos envolvem turistas.
A delegada Daisi afirmou que os registros estão dentro da média, que é de quatro assaltos por mês, mas acha que ainda há muitos casos que passam despercebidos pelos agentes porque a maioria dos turistas e sacoleiros não quer registrar pequenos roubos ou simplesmente não sabe da existência de uma delegacia especializada. ‘‘Até os colegas desconhecem nossos serviços. Muitos policiais da cidade não sabem nada sobre a delegacia’’, admitiu Daisi.
A alternativa encontrada pelo Centro para divulgar seu trabalho será a distribuição de fôlderes nas demais delegacias e também nos hotéis e restaurantes de Foz, prevista para este mês.

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