A nova sede do Instituto Médico-Legal (IML) e a Delegacia Antitóxico de Londrina serão inaugurados no próximo dia 27, com a presença do secretário de Estado de Segurança Público, José Tavares. O anúncio foi feito ontem, no final da tarde, pela assessoria de imprensa da secretaria, que informou também que duas novas delegadas, Tais Fernanda Corona e Tereza Cristina Ferreira Posseti, virão para reforçar o quadro da 10 Subdivisão Policial (SDP). As delegadas são recém-formadas pela Escola Superior de Polícia.
Segundo o delegado-adjunto da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, uma equipe da secretaria já esteve no atual prédio do IML, onde será instalada a Delegacia Antitóxico, para avaliação da estrutura e providenciar a reestruturação necessária. De acordo com André, serão necessárias apenas pequenas mudanças no espaço físico. Já o prédio da nova sede do IML, na Rua Araçatuba, no Jardim Alvorada (zona oeste), segundo ele, está em vias de finalização. ''Até o dia 27 estará tudo pronto'', garantiu.
O delegado disse que, com a nova delegacia, o Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico (Gecon), uma força tarefa criada em agosto, provavelmente deixará de existir. ''Os trabalhos serão concentrados na delegacia'', explicou. Segundo André, é provável que o delegado João Aquino de Almeida, que chefia Gecon, passe a ser o titular da nova delegacia.
''Mas quem vai determinar é o delegado-chefe (Pedro de Jesus Colaço), assim como também só ele pode dizer para onde irão as duas delegadas'', disse André. A Folha tentou falar como o delegado-chefe, mas ele não estava na 10 SDP, no final da tarde, e a secretária não soube informar o horário de seu retorno.
Para André, a criação de uma Delegacia Antitóxico pode ajudar na diminuição do índice de violência registrado na cidade este ano. Segundo ele, o narcotráfico é responsável pela maioria dos 144 homicídios ocorridos em Londrina este ano. ''A gente pode contar nos dedos aqueles que foram vítimas inocentes'', disse.
Na opinião do delegado-adjunto, Londrina apenas reflete uma estatística nacional. ''Estou acompanhando estatisticamente vários Estados da Federação e o que percebemos que, infelizamente, não é um fenômeno isolado aqui'', disse.
Segundo ele, o perfil do usuário e até do traficante de droga mudou nos últimos anos. ''Hoje, você vê muito mais meninas envolvidas na criminalidade que há alguns anos'', apontou. Além disso, segundo ele, também é errada a idéia que só pobre participa do tráfico. ''Se for feito um levantamento, vai se encontrar um percentual elevado de jovens da classe média atrelados ao entorpecente'', afirmou.

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