O anúncio da implantação, em outubro, de uma Delegacia Antitóxico em Londrina, feito na última sexta-feira pelo secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, foi bem recebido pelo delegado-chefe da Polícia Federal (PF) de Londrina, João Luiz do Prado. Segundo ele, a criação de um órgão especializado na área é ''extremamente necessária'' na cidade. ''Uma delegacia dessas vai desafogar uma série de setores, para todos nós'', apontou.
Segundo Prado, embora o tráfico de drogas seja competência da PF, ela não tem efetivo suficiente para ir atrás do pequeno traficante. ''Nós trabalhamos em toda região, com uma área de abrangência muito grande. Se ficarmos restritos a Londrina, o traficante em grande escala vai se sentir em casa'', apontou.
De acordo com ele, as polícias Civil e Militar têm competência para lidar com a situação. ''É muito mais fácil, para elas, investigar os homicídios ligados ao tráfico do que para nós. Senão, teríamos que separar inquéritos e levaria muito mais tempo'', explicou. Segundo Prado, há algum tempo Londrina está na rota do tráfico internacional e o crime organizado pode até ter se instalado na cidade. ''É difícil afirmar, mas a possibilidade existe e a gente não pode descuidar desse aspecto. Por isso, não podemos ter a atenção dividida'', justificou.
Na noite de anteontem, a PF apreendeu em Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana) cerca de 40 quilos de cocaína pura, que estava sendo transportada de Ponta Porã (MS) para Santa Catarina. A droga foi avaliada em R$ 480 mil e poderia render até 100 quilos de cocaína misturada.

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