Delazari fala em ''forças ocultas''
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de março de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou ontem que a prisão dos supostos assassinos do agente penitenciário Francisco Gonçalves Filho foi ''emblemática'', já que se tratava de uma investigação permeada por ''forças ocultas'', em referência, admitiu ele, ao ''crime organizado''. Ele não confirmou, no entanto, o envolvimento especificamente do PCC no caso e nem deu detalhes sobre as investigações. ''Não estou falando de PCC, estou falando de organizações criminosas''.
O crime em Londrina, afirmou Delazari, ''faz parte de um contexto, de uma organização criminosa, não há dúvida nenhuma disso, mas que está agora desmantelada, porque eles estão presos''. ''Força oculta é o crime organizado, que não aparece, não tem visibilidade, que às vezes não deixa rastro, não deixa crime, não deixa nenhuma janela quebrada, nenhum carro furtado, mas que está agindo de forma muito eficiente na criminalidade'', se esquivou.
Delazari também elogiou a investigação comandada pelo delegado-chefe da 10 subdivisão da Polícia Civil, Sérgio Barroso. ''Um brilhante trabalho da subdivisão comandada por um delegado de ponta, que incansavelmente perseguiu esses criminosos. Era uma determinação pessoal do governador Requião'', declarou ele. ''Foram inúmeras diligências, silenciosas, um trabalho de inteligência realmente''.


