O programa de escolarização de brasileiros no Japão inaugurou ontem, em Londrina, sua sala de aula virtual. No primeiro dia de funcionamento, ela promoveu um bate-papo entre o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza; a Secretária de Estado da Educação, Alcione Salyba; o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa; representantes da embaixada e consulado brasileiro no Japão; do Ministério das Relações Exteriores e alunos dekasseguis.
A criação do chat é a principal novidade do convênio entre os governos brasileiro e japonês para o ensino supletivo à distância. Iniciado ano passado, o programa formou 243 pessoas, das quais 85% no ensino fundamental e 78% no ensino médio. Por enquanto, o Paraná é o único Estado envolvido nessa parceria. ‘‘Isso porque somos referência nacional na escolarização supletiva’’, explicou Marli de Lourdes Verni, coordenadora do Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos (CEEBJA)/Londrina e professora do Departamento de Administração da UEL.
Este ano, participam do programa 1.932 dekasseguis entre 20 e 39 anos de idade, sendo 55,3% homens e 54,2% mulheres. Para Marli, o crescimento no número de alunos se deve à credibilidade do programa e a oportunidade de aproximação do país de origem.
Os alunos inscritos no supletivo estudam através de apostilas e vídeos do Telecurso 2000 e utilizam a internet para tirar dúvidas sobre o conteúdo com os professores da UEL. O chat entra no ar às segundas, terças e quartas-feiras das 8 às 9 horas, no Brasil, 20 às 21 horas no Japão. Cada dia é destinado a uma disciplina diferente, conforme cronograma pré-determinado. Fora desse horário, os dekasseguis podem fazer consultas também através de e-mails respondidos diariamente pelo CEEBJA.
As aulas vão até o dia 3 de outubro e as provas serão aplicadas no dia 14 de outubro para o ensino fundamental e no dia 15 para o ensino médio. Para isso, o programa conta também com o apoio do Banco do Brasil e do Banespa que, assim como os órgãos governamentais, disponibiliza sua estrutura em Tóquio, Nagóia e Hamamatsu para as inscrições, aulas e exames. Em troca do serviço, o aluno paga três mil ienes como taxa de matrícula para custear despesas não convencionais durante a prova.
A intenção dessa parceria é evitar que os dekasseguis rompam seus laços com a escola e percam oportunidades de desenvolvimento.

mockup