Definido o fornecimento de leite para merenda
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segunda-feira, 03 de junho de 2002
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
A prefeitura de Londrina assinou, ontem, contrato emergencial com a empresa Confepar Cooperativa Central Agroindustrial Ltda, para fornecimento de leite da marca Cativa a creches e escolas municipais. Há cerca de 15 dias, foi suspensa a utilização do leite da marca Batavo, por causa de irregularidades na quantidade de água, acidez e nutrientes, em sete lotes do produto. De acordo com testes feitos pelo Laboratório de Tecnologia de Alimentos e Medicamentos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a taxa de água no leite chegou a 82%.
O contrato assinado ontem tem duração de três meses e prevê o fornecimento de 43,5 mil litros para 74 mil crianças de 0 a 14 anos. O custo de cada litro de leite é de R$ 1,05, menor que o pago pelo leite Batavo, R$ 1,13 o litro. De acordo com a secretária de Administração e Recursos Humanos, Gleisi Hoffmann, a Confepar foi a única empresa que participou da tomada de preços para o contrato emergencial, assim como a Batavo foi a única que participou da última licitação para fornecimento de leite. Pedimos que sete empresas nos enviassem proposta de preço e apenas uma respondeu. Mesmo assim estamos contentes, porque o leite é mais barato e é daqui, disse.
Na próxima semana, segundo a secretária, será publicado edital de tomada de preços para contratação, por um ano, de nova empresa fornecedora de leite. O preço máximo previsto é de R$ 1,05, disse Gleisi. De acordo com ela, a prefeitura tem dificuldades em contratar fornecedores e negociar preços, porque o serviço público tem fama de mau pagador.
A secretária de Administração disse ainda que se forem comprovadas as irregularidades, a Batávia será acionada a pagar uma multa de 10% sobre o valor que falta cumprir do contrato, cerca de três meses de contrato, o que daria uma multa de R$ 5.655,00.
Na próxima semana deve ser divulgado o resultado de novas análises do leite Batavo servido na merenda escolar. As amostras de leite estão sendo analisadas pelo Laboratório de Apoio Animal e Vegetal do Ministério da Agricultura, e também por outro laboratório a pedido da Batávia. O laudo de análises que está sendo feito pela Vigilância Sanitária ainda não ficou pronto.


