Definidas finalistas da licitação do lixo
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segunda-feira, 11 de março de 2002
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
A comissão de licitação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) divulgou ontem comunicado confirmando que duas das quatro empresas que participam da licitação para execução do serviço de coleta de lixo em Londrina estão habilitadas a continuarem na disputa. A Vega Engenharia Ambiental e o Consórcio Copama - formado pela Ecosystem Serviços Urbanos, de Curitiba, e Transportes 9 de Julio, de Rosário, Argentina - poderão apresentar o envelope com a proposta financeira para execução do serviço.
O Consórcio CGC/Cima - formado pelas empresas CGC Coleta Geral Concessões e Cima Engenharia e Empreendimentos - que havia sido habilitado preliminarmente foi desqualificado na análise final da comissão. A comissão manteve a inabilitação da Fossil Saneamento, de Brasília.
Segundo o presidente da comissão de licitação, Marcos Antonio Bacarin, as empresas têm prazo de cinco dias úteis, a contar de hoje, para interporem recursos. Após esse prazo, que se encerra na segunda-feira, as empresas ainda poderão recorrer diretamente ao presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella. Depois disso, só através de medida judicial.
A representação interposta pela Vega contra o Consórcio Copama, na sexta-feira, que questionava a licença ambiental apresentada, foi julgada improcedente pela comissão. O presidente da comissão adiantou que, caso nenhuma empresa ingresse com recursos, os envelopes poderão ser abertos ainda na próxima semana.
A diretoria da Vega antecipou, ontem mesmo, que pretende ingressar com recurso questionando a documentação apresentada pelo Copama. O consórcio não pretende interpor nenhum questionamento. As duas empresas inabilitadas não foram encontradas pela reportagem para comentarem a decisão da comissão. Com os recursos, o processo licitatório iniciado no segundo semestre de 2001 pode ser emperrado mais uma vez.
De acordo com Bacarin, o edital especifica, em linhas gerais, quatro tipos de serviços: coleta e transporte de lixo domiciliar; coleta, tratamento e transporte de lixo hospitalar; varrição de logradouros, ruas, vias e avenidas; operação e manutenção do aterro sanitário. O contrato total é de R$ 39 milhões com duração de cinco anos. Por enquanto, o serviço de limpeza é prestado pela Vega, por meio de um contrato emergencial que vigorá até 8 de abril.


