Definidas ações para reduzir entulhos
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segunda-feira, 05 de agosto de 2002
Phoenix Finardi<br> Reportagem Local 
Organizar uma campanha de conscientização ensinando a população a não jogar lixo orgânico nas caçambas que recolhem entulho da construção civil. Essa foi uma das decisões tomadas durante uma reunião ontem entre representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) e empresários do setor de aluguel de caçambas. O objetivo é regulamentar a atividade e diminuir a agressão ao meio ambiente.
Durante a reunião, empresários, o presidente da CMTU, Wilson Sella, o secretário municipal do Meio Ambiente, João Mendonça, e o presidente do Sinduscon, João Roberto Hoffmann, decidiram criar um grupo de trabalho para definir ações conjuntas que diminuam a quantidade de entulhos sem classificação jogados em terrenos baldios e fundos de vale. A primeira reunião foi marcada para 12 de agosto.
Para Sella, a conscientização tem que começar antes das obras. ''É preciso que esse item (entulhos) entre nos orçamentos e os empresários e empreiteiros têm que saber qual vai ser a destinação desse entulho antes de começar o trabalho'', considerou.
A principal resolução foi organizar uma campanha chamada Projeto Selo Verde. O selo seria concedido somente para as empresas que estivessem respeitando as normas da CMTU. No caso dos caçambeiros, por exemplo, pintura padronizada das caçambas, colocação em locais adequados e destinação correta do entulho recolhido. Sella adiantou que assim que o projeto estiver pronto, só as empresas que o selo vão receber alvará.
Londrina tem hoje 12 empresas que alugam cerca de 800 caçambas. O entulho recolhido só tem duas áreas licenciadas para ser despejado: o aterro sanitário (zona sul) e a pedreira do Jardim Marabá (zona leste).
Durante a reunião, os caçambeiros concordaram em formar uma associação e pediram que a CMTU disponibilize mais áreas para o despejo do entulho. Hoffmannlembrou que é preciso uma parceria de todos os envolvidos. ''Acho que podemos começar a campanha pelas construtoras e também é viável fazer a separação do lixo na própria obra. Isso vai envolver custos e vamos precisar de mais caçambas, mas pode ser feito''.


