A Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Cascavel, ou porto seco como é conhecido este tipo de estrutura, deverá entrar em operação em 18 meses, numa área anexa ao terminal rodoferroviário da empresa Ferrovia Paraná (Ferropar), que opera a Ferroeste (ligação do Oeste do Estado com o porto de Paranaguá). A implantação da Eadi será feita por um consórcio vencedor da licitação, formado pela própria Ferropar, Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e Transportadora Lua de Prata, de Londrina.
O processo é administrado pela Receita Federal e segundo o delegado do órgão em Cascavel, Mário Barthos, é igual ao que resultou na efetivação do porto seco de Maringá. A iniciativa privada é responsável pela implantação da estrutura e sua operacionalização, seguindo os critérios da Receita. Em troca é remunerada pelo serviço prestado a importadores e exportadores de mercadorias. O Diário Oficial da União já publicou o resultado da licitação e as obras devem ser iniciadas imediatamente.
As Eadi permitem o desembaraço de mercadorias em áreas distantes de portos ou aeroportos ou cidades de fronteira. A de Cascavel, criada no ano passado pelo governo federal, deve ocupar área de 6 mil metros quadrados, num investimento de R$ 2 milhões.
A localização é estratégica porque o terminal da Ferroeste é localizado à margem da BR-277. Além disso, o local concentra a passagem de cargas vindas ou destinadas a Paranaguá, inclusive as do Paraguai.
Na região do terminal da ferrovia também está o Parque Agrotecnológico do Oeste do Paraná, que dissemina tecnologia para novos produtos, e a Escola de Treinamento Agropecuário, ambos de iniciativa do Município, com o apoio do governo do Estado.
O secretário de Indústria e Comércio de Cascavel, Dércio Galafassi, prevê que o porto seco dará uma grande dinamização na economia regional, motivando inclusive, atividades paralelas à de exportação e importação.

mockup