Definida a área para aterro sanitário
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terça-feira, 08 de abril de 1997
Maurício Borges Correspondente 
Odair StraliottiVistoriaPrefeito Scarpelini mostra a área aos técnicos do IAP e ao promotor Luiz Fernando Delázari3 APUCARANA - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente deram parecer favorável à área que está sendo desapropriada pela Prefeitura de Apucarana para a implantação de um aterro sanitário controlado. O terreno, de 8 alqueires, situado na Gleba Barra Nova, próximo ao contorno sul de Apucarana, foi apresentado ontem pelo prefeito Carlos Scarpelini (PPB) aos técnicos do IAP e ao promotor Luiz Fernando Delázari.
As obras serão iniciadas com a supervisão do IAP após a concretização da desapropriação e compra do imóvel pelo Município. O projeto técnico já está sendo elaborado. Depois de submetido à apreciação da Divisão de Resíduos Sólidos Urbanos do IAP pretendemos dar início à obra, anunciou o prefeito. Ele estima que a partir de agosto o novo aterro possa já ser utilizado.
Ao visitar a área, o promotor Delázari, que em novembro de 96 ameaçou interditar o lixão da cidade, declarou que o Ministério Público está satisfeito com o encaminhamento desta questão. O promotor lembrou que, além da implantação de um sistema ecologicamente correto para depósito e tratamento do lixo urbano, a prefeitura está saneando a área degrada do atual lixão, na estrada do Barreiro. Através de um processo administrativo, nós exigimos providências urgentes para acabar a poluição causada pelo lixão. comentou Delazari.
IAP aprova O técnico de controle de poluição ambiental do IAP, Elinton Bembem, ao vistoriar a área, afirmou que o terreno será liberado porque está dentro dos padrões ambiental.
Bembem adiantou ainda que, adotando-se um projeto supervisionado pelo IAP, o aterro irá funcionar sem causar danos ambientais. O projeto prevê a impermeabilização do solo, instalação de drenos para conter o chorume e gases, e equipamentos para a redução do volume de lixo através de compactação.
O projeto contratado pela Secretaria de Obras inclui o isolamento da área e instalação de uma guarita para controlar o acesso ao aterro. Com estas medidas, será evitada garimpagem do lixo e a proliferação de animais. 90% dos municípios paranaenses ainda mantêm lixões à céu aberto, diz Bembem.
Com recursos que estão sendo pleiteados ao Banco Mundial, o prefeito Carlos Scarpelini planeja instalar junto ao aterro sanitário uma usina de reciclagem de lixo e um incinerador para lixo hospitalar. Se investirmos no controle da poluição ambiental poderemos garantir maior arrecadação através do ICMs ecológico, afirma o prefeito.


