Deficientes visuais reclamam da falta de espaço nas calçadas
Os deficientes visuais que transitam diariamente pelas ruas próximas ao Terminal também reclamam da falta de espaço nas calçadas. Está quase impossível para um deficiente seja visual ou não, caminhar por aqui. Se pelo menos um lado da calçada estivesse livre, já melhoraria para nós, disse Junio César Alonso, 29 anos. Ele conta que é comum trombar em barracas e bater a cabeça em mercadorias penduradas.
O vice-presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Londrina, Rolândia e Cambé (Adevilorc), José Umebara, contou que teve um colega que trombou com um carrinho de pastel, o óleo quente caiu e por pouco não o atingiu. A gente não quer impedir ninguém de trabalhar, só queremos ter o nosso direito de ir e vir, respeitado. A associação teme que, com a retirada dos camelôs das ruas centrais, outros vendedores ocupem os lugares. Se a situação continuar, vamos nos mobilizar e protestar, disse Umebara.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que reconhece a dificuldades dos defecientes visuais em se locomover pelas calçadas centrais. Ele alega que a cidade não foi planejada para a mobilidade de cegos. (E.M.)





