Deficientes visuais aprovam bebedouro adaptado
Os alunos do Instituto Roberto Miranda, de Londrina, foram os primeiros a testar o bebedouro para deficientes visuais. O aparelho tem um sensor que avisa quando o copo está cheio e foi criado por alunos do 2º ano do curso de Engenharia Elétrica da Unopar - Josiel Machado Bonfim, Éder Goularte Ferreira, André Sérgio da Silva e Paulo Henrique Ranutti. Além do equipamento, foi criado também uma simbologia para ser aplicada no piso tátil, indicando o bebedouro especial.
Altamiro Inácio de Almeida perdeu a visão há oito anos e foi o primeiro a usar o aparelho. Depois de algumas instruções, ele conseguiu encher o copo, sem derramar. "Achei bem bacana e não é difícil de usar. Gostei bastante. Cada dia a gente aprende um pouquinho mais", afirmou.
O aparelho ficará durante alguns dias na instituição, para que possa ser aperfeiçoado através das sugestões dos usuários. Uma das modificações que será realizada é a regulagem do sensor, para que não acione o fluxo de água quando alguém passa a mão sobre ele, um gesto instintivo de quem tem contato com o aparelho pela primeira vez.
A invenção, que já foi patenteada, custou em torno de R$ 650 e levou dois meses para ficar pronta. "É gratificante estar aqui e vermos que o bebedouro pode facilitar a vida das pessoas. Gostaríamos de fazer outras unidades para serem instaladas em locais públicos", destacou Paulo.
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





