CAMPO MOURÃO - As empresas de transporte coletivo urbano que quiseram participar de licitações em Campo Mourão vão ter que incluir na proposta um veículo especial para atender os deficientes físicos. A decisão foi tomada esta semana depois de uma reunião entre a promotora Rosana Araújo de Sá Ribeiro Pereira e o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Ademir Moro Ribas. Segundo a prefeitura, a nova licitação deve acontecer até agosto.
A questão começou a ser discutida no final do ano passado, quando a Associação dos Deficientes Físicos de Campo Mourão (Adeficam) reclamou na promotoria que os atuais ônibus não permitiam o acesso aos deficientes. A promotora instaurou um procedimento administrativo e chamou a prefeitura para discutir o assunto. Um termo de ajustamento deu até o final de março para que a prefeitura apresentasse um projeto técnico que viabilizasse o transporte dos deficientes.
Central telefônica ‘‘São direitos constitucionais que não estavam sendo cumpridos’’, frisa Rosana. Pela proposta levada pela prefeitura, a empresa que mantiver o serviço na cidade terá que dispor de um veículo especial para atender os deficientes. A empresa também terá que manter uma central telefônica para atender aos chamados. O veículo não precisa ser um ônibus. Pode ser uma Kombi ou uma Besta, por exemplo, desde que atenda à demanda. Os funcionários também deverão ser treinados para o serviço.
Até a licitação, a Adeficam e a Secretaria Municipal do Bem Estar Social vão cadastrar os deficientes da cidade que precisam de transporte. O cadastro vai contar com nome e endereço dos deficientes e vai ajudar a empresa vencedora da concorrência a organizar um cronograma de atendimento. Atualmente, a Adeficam tem 24 cadastrados, mas acredita-se que esse número seja maior. O transporte especial vai custar o mesmo preço do transporte normal (R$ 0,55).

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