A empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) entregou ontem à prefeitura dois ônibus adaptados com elevadores para passageiros com necessidades especiais. Segundo o gerente geral da TCGL, Gildamo de Mendonça, a empresa também se responsabilizará pela manutenção dos veículos, combustível e motoristas, que receberam treinamento especial para realizar o serviço. ''A empresa investiu R$ 23 mil na instalação de elevadores e melhorias no ônibus. Isso faz parte da política de responsabilidade social da empresa'', comentou.
Um dos veículos terá capacidade para transportar 10 cadeirantes e 18 assentos com cinto de segurança. O outro ônibus pode levar oito cadeirantes, além de oferecer 22 assentos com cinto de segurança. Os usuários com necessidades especiais já contam com o serviço de três vans que têm capacidade para transportar três cadeirantes com acompanhantes.
A diretora de Trânsito e Operações da CMTU, Rosemeire Suzuki Lima, as vans fazem diariamente 100 viagens, transportando estudantes, trabalhadores e pessoas com necessidades especiais que precisam ser levadas para tratamento médico. Ela afirma que as vans fazem o transporte porta a porta, e que o mesmo deve acontecer com os ônibus. ''Na medida do possível os ônibus também buscarão e levarão os usuários para seus destinos. O itinerário e como o serviço irá funcionar estão sendo concluídos ainda'', diz. Ela acredita que o número de viagens feitas por dia deve dobrar com os dois novos ônibus.
Para a presidente do Conselho da Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) Martinha Dutra, a entrega desses dois ônibus foi uma conquista dos portadores de necessidades especiais. ''Temos leis municipal e federal que garantem o direito de ir e vir, mas ainda muita coisa precisa ser melhorada. As políticas públicas devem ser feitas para todos, e não só para a maioria'', afirma.
Segundo ela, a próxima luta da categoria será incluir no edital de licitação do serviço de transporte coletivo dispositivo que garanta oferta de ônibus especiais nas linhas normais de ônibus. ''Hoje muitos deficientes não saem de casa por não contar com esse tipo de serviço'', comenta.

mockup