Os deficientes que utilizam o transporte coletivo de Maringá pediram ajuda anteontem ao Ministério Público (MP), para poderem entrar e sair dos ônibus pela porta da frente. Desde a implantação do ‘‘passe inteligente’’, no final do ano passado, os usuários entram e saem do coletivo pelas portas do meio e dos fundos. ‘‘Isso vem causando transtornos aos deficientes’’, diz o promotor Manoel Ilecir Heckert, da Promotoria de Defesa do Idoso, Meio Ambiente e Fundações.
O maior obstáculo fica para os deficientes visuais e físicos que utilizam muletas. Heckert explica que os cegos precisam de ajuda do motorista para descer no ponto desejado. Como embarcam na porta do meio ou dos fundos, precisam se deslocar até a frente do coletivo, pedir ajuda ao condutor e depois voltar para trás para desembarcar. ‘‘O risco de acidente com o usuário é grande’’, lembra o promotor.
No caso dos usuários de muletas ou os deficientes de menor estatura, a reclamação é que sem visão do ponto de embarque, o motorista acaba estacionando longe do meio-fio. ‘‘Todas as situações geram dificuldades que podem ser facilmente sanadas por uma simples medida da empresa’’, lembra o promotor. Ele disse que ainda está ouvindo os deficientes, mas que pretende se reunir com os diretores da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), empresa que presta o serviço na cidade, para tentar uma solução.
Pelos dados da promotoria são pelo menos 3 mil deficientes na cidade e municípios da região, que dependem de Maringá. ‘‘Nem todos utilizam o transporte coletivo, mas os que precisam do serviço sentem o problema. Principalmente porque são trabalhadores, que andam de ônibus em horário de grande movimento’’, lembra Heckert. A administração da TCCC informou que ainda não foi oficializada sobre o problema, mas que analisa todo tipo de reclamação de usuários.

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