Uma ação conjunta, desenvolvida por educadores e instituições que trabalham com portadores de deficiência em Ponta Grossa, pretende aumentar a participação do deficiente na sociedade organizada. A proposta é conscientizar a classe empresarial da importância de se abrir novos postos de trabalho para os portadores de necessidades especiais.
Alternativas para aumentar a participação dos deficientes no mercado de trabalho - e formas de sensibilizar a comunidade para a questão - estão sendo discutidas num seminário realizado nesta semana no município. Através de palestras, oficinas e debates, os organizadores do evento estão tentando mostrar à comunidade que muitos deficientes podem trabalhar como qualquer outra pessoa. Edinéia Aparecida Blum, coordenadora do ensino especial no município, lamenta que apenas três empresas da cidade tenham aberto vagas para deficientes. Em um município com mais de 260 mil habitantes, apenas a Telepar, os Correios e a Viação Campos Gerais possuem vagas específicas para deficientes. No caso dos Correios e da Telepar a contratação de deficientes é imposta por lei. A Viação Campos Gerais é a única empresa privada da cidade que oferece trabalho para deficientes.
Em Ponta Grossa existem sete associações que trabalham com portadores de deficiência. Nessas entidades são atendidas mais de 400 pessoas, entre crianças e adultos. ‘‘É triste pensar que nesse universo existem apenas cerca 10 ou 15 deficientes no mercado de trabalho’’, disse Edinéia. O município deve iniciar um trabalho de corpo- a-corpo junto aos empresários para mostrar que as empresas não têm nada a perder. ‘‘Além de ter um profissional como outro qualquer, o empresário ainda estará colaborando para um grande avanço social’’, disse.

mockup