Deficientes lutam para que leis sejam cumpridas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de maio de 1997
Lucinéia Parra, de Maringá 
Um grupo de deficientes de Maringá está se mobilizando para realizar uma campanha de conscientização na comunidade. Eles reclamam do desrespeito aos direitos de ir e vir e apontam alguns problemas que estão surgindo, apesar da infra-estrutura que a cidade oferece para facilitar o acesso dos deficientes em diversos lugares e eventos.
Um exemplo de má conservação das benfeitorias já conquistadas na cidade para deficientes é o desnível criado nas rampas construídas nos principais cruzamentos do centro da cidade e o asfalto. As rampas foram feitas com o rebaixamento do-meio fio, facilitando o acesso dos deficientes às calçadas.
Nos últimos anos, entretanto, as obras de recapeamento das ruas e avenidas criaram desníveis que tornaram as rampas inúteis. Outro problema é a falta de conscientização dos motoristas que param em frente às rampas, impedindo o acesso de deficientes.
De acordo com a diretora da Associação das Pessoas Deficientes de Maringá (Apedem), Andrea Jaqueline Luz, 31 anos, Maringá é uma cidade privilegiada em muitos aspectos e que oferece mais facilidades aos deficientes. Segundo Andrea, a atual administração municipal está receptiva aos projetos que visam garantir os direitos dos deficientes. Já apresentei diversos projetos na prefeitura para melhorar a estrutura dos órgão públicos para atender deficientes e a maioria deles teve o parecer favorável do prefeito ou de secretários.
Uma das sugestões de Andrea é a adequação do Teatro Calil Haddad. Apesar de ser uma obra nova e de contar com uma área para deficientes físicos, o teatro não conta com sistema de rampas nos acessos aos auditórios e à própria área especial.
O presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Maringá (Adevimar), César Gualberto, pretende entrar com projeto na prefeitura para a instalação de semáforos sonoros no centro da cidade para facilitar o trajeto do deficiente visual.


