Um grupo de deficientes de Maringá está se mobilizando para realizar uma campanha de conscientização na comunidade. Eles reclamam do desrespeito aos direitos de ir e vir e apontam alguns problemas que estão surgindo, apesar da infra-estrutura que a cidade oferece para facilitar o acesso dos deficientes em diversos lugares e eventos.
Um exemplo de má conservação das benfeitorias já conquistadas na cidade para deficientes é o desnível criado nas rampas construídas nos principais cruzamentos do centro da cidade e o asfalto. As rampas foram feitas com o rebaixamento do-meio fio, facilitando o acesso dos deficientes às calçadas.
Nos últimos anos, entretanto, as obras de recapeamento das ruas e avenidas criaram desníveis que tornaram as rampas inúteis. Outro problema é a falta de conscientização dos motoristas que param em frente às rampas, impedindo o acesso de deficientes.
De acordo com a diretora da Associação das Pessoas Deficientes de Maringá (Apedem), Andrea Jaqueline Luz, 31 anos, Maringá é uma cidade privilegiada em muitos aspectos e que oferece mais facilidades aos deficientes. Segundo Andrea, a atual administração municipal está receptiva aos projetos que visam garantir os direitos dos deficientes. ‘‘Já apresentei diversos projetos na prefeitura para melhorar a estrutura dos órgão públicos para atender deficientes e a maioria deles teve o parecer favorável do prefeito ou de secretários’’.
Uma das sugestões de Andrea é a adequação do Teatro Calil Haddad. Apesar de ser uma obra nova e de contar com uma área para deficientes físicos, o teatro não conta com sistema de rampas nos acessos aos auditórios e à própria área especial.
O presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Maringá (Adevimar), César Gualberto, pretende entrar com projeto na prefeitura para a instalação de semáforos sonoros no centro da cidade para facilitar o trajeto do deficiente visual.

mockup