Deficientes ganham carteiras especiais
A Fundepar desenvolveu e estáá entregando um modelo de carteira especial para deficientes físicos que se locomovem com cadeira de rodas. Desde maio foram distribuídas 322 carteiras e estáá prevista a entrega de mais 1.500 até julho.
Essas carteiras são mais altas e maiores do que as usadas atualmente pelos demais estudantes e possuem uma abertura para o encaixe da cadeira de rodas. O novo modelo também tem espaço para láápis e caneta e suporte lateral para os cadernos e livros, que nas carteiras convencionais ficam embaixo da mesa.
Projetamos váários modelos de carteiras e levamos para a Apae e outras associações para que elas fossem experimentadas. Esse processo levou quase quatro meses, mas valeu a pena, porque o modelo aprovado é bastante adequado aos estudantes deficientes, explica o chefe do departamento de suprimentos da Fundepar, Emanuel Mascarenhas Padilha.
A Fundepar comprou inicialmente 2.500 carteiras. E jáá prevê a necessidade de nova compra no segundo semestre. É um universo que nunca foi atendido, por isso acreditamos que os pedidos vão crescer bastante", diz Padilha.
Os diretores das escolas públicas, estaduais e municipais, e os núcleos regionais da Secretaria da Educação, jáá foram informados da disponibilidade desta carteira. Nosso objetivo é atender primeiro a rede pública e depois as escolas particulares que têm alunos deficientes, adianta o chefe do departamento de suprimentos da Fundepar.
Além do projeto de mobiliáário, a empresa também vem atendendo solicitações de adaptações físicas, visando facilitar a mobilidade do deficiente nas escolas. Mesmo antes da lei estadual de eliminação de barreiras arquitetônicas para o deficiente, criada no ano passado, a Fundepar jáá oferecia soluções para esse público. Um exemplo disso são as 66 escolas entregues no início deste ano e que tiveram sua construção iniciada háá dois. Todas possuem uma arquitetura que permite a locomoção do deficiente físico. Rampas, quando necessáário, e banheiros mais largos com barras de sustentação são algumas das características das novas construções. Essas escolas foram construídas dentro do Projeto Qualidade do Ensino Público e tiveram 50% das suas obras financiadas pelo Banco Mundial.
Nem todas as escolas públicas, porém, poderão oferecer condições ideais para o atendimento do deficiente físico. E isso se aplica principalmente às unidades muito antigas, que não têm espaço para a construção de rampas, ou aquelas que foram erguidas em terrenos com desníveis muito grandes.
A norma da Fundepar é evitar a construção de escolas com mais de um pavimento. Mas, no caso de terreno em desnível, a empresa sugere a colocação de rampa. Outras características imprescindíveis para a passagem de cadeira de rodas, como a largura das portas das salas de aula e dos corredores jáá são parte do projeto padrão da Fundepar para as escolas háá muitos anos.Kraw PenasAdaptaçãoCarteira para deficiente na Escola Pietro Martinez, em Curitiba: mais 1.500 serão entregues até julhoDa Redação





