A Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) deve entrar com uma ação na Justiça contra a utilização de petit pavê nas calçadas de Curitiba. Segundo o presidente da ADFP, Altivo Ferreira Filho, esse tipo de pavimento quando está molhado é extremamente esgorregadio, principalmente para quem está de muletas ou de cadeira de rodas. Como agravante, Ferreira diz que a conservação das calçadas em petit pavê é difícil, fazendo que muitas fiquem esburacadas, podendo causar acidentes. ‘‘No ano passado tivemos a informação que um senhor morreu ao escorregar na Rua Jão Gualberto. Será que estão esperando que outra pessoa morra para tomar providências?’’
Ferreira acusa o Ippuc de estar insistindo na utilização do petit pavê por causa da beleza. Outra acusação de Ferreira é que uma lei aprovada no ano passado na Câmara de Vereadores de Curitiba, que exige que todas as calçadas sejam feitas com piso anti-derrapante e sem obstáculos, não está sendo respeitada, uma vez que o petit pavê continua a ser usado.
A chefe do Setor Imobiliário Urbano do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ipucc), Maria Teodorowicz, diz que o uso do petit pavê é uma herança portuguesa que deve ser preservada. Maria explica que não existe desrespeito às leis municipais e nem ao código de postura, porque o petit pavê não é uma superfície considerada lisa. Para ela, ‘‘desde que seja bem colocado e com um manutenção eficiente’’, não há problema em se utilizar esse tipo de revestimento.
Em Curitiba, 80% das calçadas são pavimentadas com lousa, e toda a instalação de revestimento segue o padrão existente nas calçadas da região. Maria conta que além da lousa e do petit pavê, o asfalto (CBUQ), placas e blocos de concreto podem ser utilizados para revestir calçamentos. Já as cerâmicas, ardósias, azulejos e os pisos de cimento alisado ou pintados não podem ser utilizados.

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