Deficientes físicos ganham espaço no mercado de trabalho
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terça-feira, 02 de julho de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - A colocação de portadores de deficiência no mercado de trabalho de Cascavel cresceu 575% nos últimos cinco anos, segundo dados da Agência do Trabalhador do município. Em 1998, foram encaminhadas 15 pessoas. Já no ano passado, esse número aumentou para 105 portadores de deficiência. O crescimento persiste neste ano, quando 81 já foram empregadas de janeiro a maio. A Agência do Trabalhador mantém um programa de Apoio a Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho.
O responsável pelo programa, Alfredo de Carvalho, acredita que o aumento está relacionado, entre outros, a uma melhor profissionalização dos deficientes e do cumprimento da lei federal que estabelece a reserva de vagas para essas pessoas. Carvalho ressalta que apesar de uma maior conscientização da população em geral, dados nacionais mostram que o desemprego ainda atinge 97% da população deficiente. Outro item apontado é que apenas 2% dos que trabalham têm carteira assinada.
O deficiente físico Jorge Luís Deina, 33 anos, trabalha há três anos na Sanepar, em Cascavel. Ele conta que teve muitas dificuldades para entrar no mercado de trabalho, principalmente pelo fato de não possuir capacitação profissional. Jorge, que perdeu uma parte do braço quando tinha 10 anos, trabalha como atendente na empresa, mas sonha chegar mais longe. ''Gostaria de crescer aqui. Ou então, trabalhar na Receita Federal'', revela.
Outro deficiente na Sanepar é Antônio Luís Fonseca, 19 anos, que está tendo a primeira oportunidade de trabalhar. Ele afirma que logo após concluir o segundo grau, procurou uma entidade de defesa dos deficientes que lhe ajudou a conseguir o emprego. Ainda criança, Antônio sofreu uma paralisia cerebral que lhe afetou os movimentos da perna. ''Podemos exercer as mesmas funções que qualquer pessoa'', conclui.


