Representantes de entidades de portadores de deficiência reuniram-se ontem de manhã em frente a agência central da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) de Londrina para protestar contra as demissões que estão acontecendo em todas as agências do Estado desde janeiro.
A EBCT pretende reduzir o número de portadores de deficiência terceirizados que trabalham nas agências do Paraná de 500 para 250 a partir de abril. Só na região de Londrina já são cerca de 20 os demitidos. ‘‘São pessoas que estão trabalhando na empresa há mais de cinco anos, com capacitação e qualidade. É inaceitável que a empresa cometa este tipo de retrocesso’’, defende o diretor da Federação das Associações de Portadores de Deficiência (Defipar), Amaury Cesar Alexandrino.
O programa foi implantado no Paraná em 91 através de uma parceria entre os Correios e as Associações de Portadores de Deficiências Físicas. A contratação é feita através das próprias associações. Os Correios colocam a disposição um determinado número de guichês de atendimento e oferece o treinamento. Atualmente cerca 5 mil portadores de deficiência física estão empregados nas agências dos Correios de todo o País.
‘‘Estamos apenas corrigindo distorções. Temos agências onde mais de 50% dos guichês funcionam com o atendimento terceirizado ’’, argumenta Paulo Araújo, assesssor de comunicação da Diretoria Regional da empresa no Paraná.
Ainda segundo a EBCT, a decisão de ‘‘redimensionar’’ o programa partiu do Departamento de Controle das Estatais. Araújo acrescenta que as pessoas do programa que forem afastadas poderão participar dos concursos da estatal.

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