Deficientes demonstram habilidades no Calçadão
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domingo, 04 de dezembro de 2005
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
A fria manhã de sábado ficou mais quente e alegre ontem no Centro de Londrina. Quem passou pelo Calçadão viu de perto o trabalho de entidades reunidas em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e comemorado todo dia 3 de dezembro.
Alguns admiravam uma menina, com uma deficiência mental, pintando um quadro. Outros se impressionavam com a apresentação de karatê de um grupo de 15 portadores de Síndrome de Down.
Ministrado pelo professor Mário Molari, o grupo faz parte do ''Projeto de Extensão Síndrome de Down - Arte e Vida em Movimento com o Karatê'' da Unopar, que existe há cinco anos e é desenvolvido em parceria com a Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down (APS-Down), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da cidade de Arapongas e o Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece).
Felizes e empolgados com a apresentação, os alunos de 10 a 40 anos de idade, demonstraram movimentos e técnicas do karatê. Segundo Molari, a idéia de levá-los para o Calçadão foi justamente para chamar a atenção das pessoas para a importância de se proporcionar mais oportunidades aos portadores da Síndrome.
''Se eles demonstram tantas habilitades para desenvolver a arte do karatê, com certeza também possuem habilidades para estudar, trabalhar e fazer qualquer outra atividade'', disse Molari.
Clóvis Pereira, 37 anos, membro da Associação dos Deficientes Visuais de Londrina, Cambé e Rolândia (Adevilorc), considera o evento importante principalmente pelo fato de conscientizar e mostrar para a sociedade os problemas que os deficientes ainda enfrentam.
A Adevilorc possui 194 pessoas cadastradas e oferece oficinas especializadas de informática e artesanato. A entidade facilita a emissão de documentos como o passe-livre para quem tem deficiência visual e oferece atendimento médico gratuito para os associados.
Segundo Pereira, além do preconceito, ainda existem as barreiras arquitetônicas e principalmente, a falta de transporte especializado para atender os deficientes físicos.
áá ''Em Londrina já houve uma melhora significativa, mas ainda existem muitos problemas. Participamos de diversos conselhos municipais para estar sempre em busca de nossos direitos. É preciso que as pessoas saibam da existência dessas dificuldades e se mobilizem'', concluiu.


