Deficientes cobram ônibus adaptados
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Os deficientes do Parque Universidade (Zona Oeste de Londrina) reclamam da falta de ônibus adaptados para a linha 314, que transporta os moradores de 10 bairros da região ao centro de Londrina.
Segundo Luis Praxedes, morador do local e usuário de cadeira de rodas há quatro anos, os cerca de 10 deficientes que residem no bairro têm dificuldade para subir nos ônibus e sentem-se humilhados com a precariedade imposta. ''Uma vez precisei ir ao centro com urgência e tive de me arrastar para dentro do ônibus porque não consegui subir com a cadeira de rodas. O motorista ficou me olhando, sem oferecer ajuda'', contou Praxedes, cobrando que motoristas e cobradores deveriam receber um treinamento para saber como lidar com pessoas com necessidades especiais.
Onze ônibus adaptados servem a população em toda Londrina. Um deles pertence à Francovig e os outros dez, à Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Mais três ônibus e três vans fazem parte de um programa oferecido pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) em parceira com a Secretaria de Ação Social. Segundo Daniel Martins, gerente de tráfego da TCGL, os deficientes são cadastrados pela prefeitura, que organiza um roteiro e repassa às empresas de ônibus. ''Aqueles que não têm acesso às linhas normais podem agendar um horário com a Ação Social para utilizar os ônibus e vans especiais, que transportam deficientes e excepcionais a escolas e hospitais'', explicou.
Porém, Praxedes afirmou que, muitas vezes, o esquema especial oferecido pela CMTU não funciona. ''A procura é imensa e nem sempre há vagas nos dias em que preciso. Já faz 15 dias que não vou à fisioterapia por falta de transporte'', contou.
De acordo com Martins, os onze ônibus de linha servem aos bairros com maior quantidade de deficientes. ''Somos apenas prestadores de serviço, é a CMTU quem decide o roteiro da frota'', declarou o gerente, sugerindo aos moradores que cadastrem-se no programa da Secretaria de Ação Social.
Já o assessor técnico de transporte da CMTU, Marco Antônio Bacarin, disse que, com a implantação da bilhetagem eletrônica, a companhia irá reavaliar a frota de ônibus em Londrina. ''Todos os dias recebemos novos cadastros de pessoas com necessidades especiais e se percebemos que a demanda em determinada região é muito grande, iremos pedir que as empresas coloquem mais ônibus adaptados nas ruas'', argumentou.


