Deficiente perde aulas por falta de transporte
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sábado, 19 de fevereiro de 2005
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
A zeladora Juraci Ramos Pereira, moradora do Conjunto Lindóia (Zona Leste de Londrina), está indignada com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Ela reclama que não está sendo oferecido transporte para que seu filho, Carlos Eduardo, 17 anos, portador de deficiência mental, compareça às aulas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Londrina (Apae). A sede da instituição fica na Avenida Robert Koch, na Vila Operária (também na Zona Leste).
Juraci relata que até o ano passado ela pagava uma pessoa para ir com Carlos Eduardo de ônibus até a Apae. ''Este ano, não estou em condições financeiras de fazer isso. Meu filho não pode ir desacompanhado até a Apae. Ele não tem noção de horário, distância, lugar'', explica. ''Se outros portadores de deficiência têm direito ao transporte, o Carlos Eduardo também tem''.
Ela alega que esteve pessoalmente na sede da CMTU várias vezes para discutir a questão, mas o problema não foi resolvido. Por isso, o jovem tem perdido aulas - elas tiveram início no último dia 10.
Procurado pela Folha, o presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, disse ontem que desconhecia o caso. ''A informação que tenho é de que estão sendo atendidas todas as demandas de transporte de alunos para instituições de educação especial. Deve ter acontecido um problema específico'', comentou. Campos se comprometeu a resolver o problema e disse que nesta segunda-feira buscará mais informações.


