A professora Cleusa Camargo de Oliveira leciona no curso de pedagogia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Driblando a surdez que a acompanha desde os 6 anos, ela mostra que a dificuldade pode ser contornada com força de vontade, apoio de amigos, familiares e conhecimento.

Em busca do sonho de ser professora de inglês, Cleusa passou no vestibular do curso de Letras na UEL, mas frequentou as aulas por apenas seis meses. ''Eu não conseguia aprender inglês, tinha muita dificuldade porque existe a pronúncia correta das palavras. Como eu não ouço, não consegui continuar os estudos'', afirma. No entanto, a deficiência não impediu que Cleuza fizesse outras duas faculdades, a de Pedagogia na Unifil e a de Letras/Libras na Universidade Federal de Santa Catarina, concluída em 2010.

Responsável pela disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) no curso de pedagogia da UEL, ela afirma que hoje as instituições oferecem mais apoio aos deficientes, mas o esforço ainda não é suficiente. Problemas de aprendizagem, estrutura e também o preconceito continuam podando muitos sonhos como o de Cleusa.Saiba mais na reportagem de Michelle Aligleri.

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