Os advogados Cláudio Dalledone Júnior e Edson Aparecido Stadler devem entrar hoje com recurso no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, pedindo novo julgamento para o policial civil Airton Adonsk, 24 anos. Entre os nove acusados pelo assassinato do estudante Rafael Rodrigo Zanella, em 28 de maio de 1997, Adonsk foi o primeiro a ser julgado. Ele foi condenado a 38 anos de prisão em regime fechado, na quinta-feira passada.
Dalledone disse ontem que vai pedir a anulação de todo o processo. O advogado afirmou que as razões serão divulgadas hoje, em uma entrevista à imprensa. Adonsk está preso no Departamento de Segurança e Ivestigações e permanece em cela especial até o recurso.
‘‘A pena excedeu a todos os limites’’, disse Dalledone. Segundo ele, Adonsk não sabia que o ex-funcionário público Almiro Deni Schmidt não era policial. Foi Schmidt, que participava da blitz irregularmente, quem teria disparado o tiro que matou o estudante.
O advogado Júlio Militão da Silva, que trabalha como assistente do promotor Celso Ribas, disse não acreditar que o TJ determine novo julgamento. ‘‘É o direito da defesa espernear. Se eu estivesse do lado de lá faria a mesma coisa’’, afirmou.Arquivo FolhaO policial Airton Adonsk foi condenado por participar do assassinato do estudante Rafael ZanellaJames Alberti

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