Defesa pessoal é uma das razões da preferência por artes marciais
Durante quatro anos, a curitibana Marina Wendling, 16 anos, praticou hipismo na Sociedade Hípica do Paraná, em Curitiba. Mas com a morte de seu cavalo, ela desistiu do esporte e resolveu partir para novas experiências. Praticou street dance, basquete e handebol. Nenhum deles foi capaz de incentivá-la a continuar. Há dois anos, começou a fazer capoeira e não parou mais.
A capoeira faz bem fisicamente, ajuda a desenvolver a agilidade, a flexibilidade e, além disso, é relaxante, destaca. Segundo Marina, os movimentos do esporte fazem com que todos os músculos sejam mexidos, o que ajuda a manter a forma.
Beatriz Zangari, também de 16 anos, gosta do resultado físico que o judô lhe proporciona, mas esse não é o que a faz se dedicar tanto ao esporte. Segundo ela, o equilíbrio emocional e a possibilidade de praticar em família estão entre os maiores benefícios.
Kraw PenasVanessa Bilange optou pelo krav magá para aprender a se defender: Quero ter mais autoconfiançaIncentivada pelos pais e pelo irmão mais velho, todos lutadores, Beatriz pratica judô há 12 anos. O mesmo incentivo recebeu o irmão mais novo, hoje com 7 anos, conta a mãe dela, Mônica Zangari, que divide o tatame com a filha.
Beatriz leva o esporte a sério. Só este ano, foi quatro vezes campeã paranaense. Já participou de dois campeonatos brasileiros, nos quais ficou em terceiro lugar. As conquistas já a fazem sonhar com a vitória em um Pan-Americano e até em uma Olimpíada.
Como as competições de judô acontecem por categorias de peso, manter a forma é imprescindível. Mônica Zangari, que é fisioterapeuta, conta que, para isso, o atleta deve manter uma alimentação balanceada, que inclui muita verdura, carnes, massas e derivados do leite. Para garantir ainda mais a saúde e a resistência durante os treinos diários, Beatriz não costuma sair à noite.
A mesma disciplina segue Nadia Regina Dorigo, 26 anos, que há três pratica jiu jitsu. Na academia onde treina, ela é a única mulher num grupo de aproximadamente 20 rapazes. Mas a pequena participação feminina no esporte não se restringe à escola. Ela conta que poucas mulheres praticam jiu jitsu, o que dificulta até nas competições.
Todas essas preocupações estão longe de passar pela cabeça da estudante Vanessa Bilange, 17 anos, que pratica krav magá há um ano. Só quero ter mais autoconfiança e aprender autodefesa, conta. O motivo de querer saber dar socos e chutes, segundo ela, é o seu tamanho: magra e com apenas 1,60 metro. Hoje ela já sabe o básico e diz que dependendo da situação é capaz de se defender de alguma agressão.





