Defesa pela manutenção do programa
Na reunião de ontem, o gerente regional da Emater em Londrina, Sérgio Luiz Carneiro, defendeu a união de cooperados e órgãos públicos para a manutenção do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Na região de Londrina, segundo ele, há 2,7 mil agricultores que se enquadram na Lei Nacional de Agricultura Familiar. "Precisamos ser guardiões de um programa como esse, que permite ao agricultor fazer uma programação de produzir sabendo o que e para quem vai vender e por qual preço."
Atrasos na utilização dos recursos pelo município também preocupam a vereadora Lenir de Assis (PT). "Se não usar esses recursos, não há de faltar gente querendo acabar com o programa e que não seja Londrina a contribuir com isso."
A presidente da da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), Dirlete Dellazeri, destaca a importância do programa para a continuidade da agricultura familiar. "O que leva o produtor a não produzir soja e milho é a garantia da venda. É uma questão de soberania alimentar. Vemos uma redução muito grande das áreas dedicadas ao cultivo do alimento pela dificuldade de colocar a produção no mercado."
"Esses atrasos na assinatura dos contratos podem levar ao fechamento das cooperativas e não vai dar para manter o programa. A coisa é séria", alertou o presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar Solidária (Coafas), Agnaldo Ferreira Bispo. (S.S.)





