Defesa pede soltura para suspeitos do caso Amanda
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sábado, 03 de janeiro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A defesa de dois dos três suspeitos de envolvimento no assassinato da estudante Amanda Rossi, 22 anos, deve entrar com pedido de relaxamento das prisões no início da próxima semana. O advogado Láercio dos Santos Luz, que voltou a reclamar que ainda não teve acesso ao inquérito, vai argumentar que o embasamento feito pelo delegado responsável pelo caso, Ernandes Cezar Alves, não cumpriu os requisitos legais.
Luz disse que vai tentar o relaxamento das prisões temporárias de 30 dias em favor de Luiz Vieira Rocha, 34, e Alan Aparecido Henrique, 29, assim que o Fórum retomar o expediente, na segunda-feira, mesmo sem conhecer os detalhes da investigação. ''Vou entrar com o pedido de revogação das prisões porque entendo que não houve o cumprimento dos requisitos legais'', adiantou à FOLHA.
Segundo a defesa, ao contrário do que argumentou o delegado no pedido à Justiça, ambos têm endereço fixo, não houve fundamentação das razões - as prisões se basearam no depoimento de uma única pessoa (uma jovem de 24 anos, que também está presa) - e que nenhum dos dois tentou atrapalhar as investigações. Luz criticou ainda o fato de seus clientes serem convocados para depor somente após mais de 50 dias depois da Polícia ter recebido a denúncia anônima que os envolvia no crime.
O advogado afirmou que, por hora, não vai ''entrar no mérito'' do caso, ou seja, não vai se aprofundar nos detalhes que envolvem a morte da estudante. Mas revelou que está desenvolvendo uma investigação paralela pensando no futuro, caso o pedido de revogação das prisões não surta o efeito desejado. ''Se não houver resultado favorável, vamos entrar com pedidos de habeas corpus na Justiça'', completou.
Quando foi presa, em 22 de dezembro, Dayane declarou que ela própria teria atraído Amanda até a casa de máquinas da piscina do campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul) e que Henrique teria matado a estudante. Rocha, segundo a jovem, teria ''ficado cuidando'' para evitar a aproximação de outras pessoas. Conforme o depoimento de Dayane, o crime teria sido encomendado por uma professora da Unopar, que teria pago R$ 3 mil a Henrique.
Amanda foi encontrada morta em 28 de outubro de 2007. Ela desapareceu dois dias antes, durante um festival de hip hop no campus. A perícia apurou que a universitária, que cursava Educação Física, foi morta por esganadura.
Ontem, a assessoria da Unopar informou que a instituição pretende se manifestar sobre o assunto na próxima semana. O delegado não fala sobre o caso, que corre em segredo de Justiça.


