Defesa diz que provas são fabricadas; acusação nega
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de março de 1998
Cristine Pieske 
A confissão dos réus e o depoimento das testemunhas que afirmam ter visto os acusados na época do crime junto com menino Evandro Caetano, em Guaratuba, são os principais argumentos da promotoria para tentar minar a defesa elaborada pelo advogado Antônio Figueiredo Basto na tentativa de inocentar Osvaldo Marcineiro, Vicente de Paula Ferreira e David dos Santos Soares. Desde o início, a defesa tem se apoiado no argumento de que as confissões foram obtidas sob tortura. Uma fita cassete, que supostamente reproduz o depoimento de Celina Abagge e Beatriz Abbage, feito sob a ameaça de um policial militar e que foi enviada anonimamente a um radialista, deverá ser apresentada pela defesa como uma das provas capazes de absolver os réus.
A promotora criminal titular de São José dos Pinhais, Rosana Maria Santos Lima, disse que as afirmações feitas pela defesa de que a confissão dos acusados foi obtida sob tortura é apenas uma tentativa de conturbar o julgamento. Segundo a promotora, não há provas nos autos que indiquem que qualquer confissão tenha sido conseguida mediante violência.
O advogado da defesa voltou a declarar ontem que as provas do processo são fabricadas e que a maneira como as provas contra os réus foram conseguidas são absurdas. Ele citou o exame de DNA feito no corpo do menino encontrado no matagal, que teria comprovado a identidade do garoto Evandro, como um procedimento científico duvidoso e que não poderia ser aceito pelo tribunal.
O diretor do Instituto Médico Legal de Curitiba, Francisco Moares da Silva, arrolado como testemunha de acusação, desmente que o exame de DNA seja impreciso.


