Defesa diz que há falhas no processo
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quinta-feira, 18 de dezembro de 1997
Curitiba 
O advogado de defesa do estudante Jeferson Cruz e de João Maria de Almeida Cruz, Antônio Augusto Figueiredo de Basto, considerou justa a pena imposta pelo juiz Naor Ribeiro de Macedo Neto. No entanto, afirmou que vai recorrer da decisão e entrar com recurso nos próximos cinco dias. O objetivo é reduzir a pena em pelo menos um ano e pedir o cumprimento em regime aberto. Os dois são réus primários e já estão presos há um ano e meio no Presídio do Ahu, justificou Basto.
A defesa não concorda com a imputação de tentativa de homicídio e alega que o processo está cheio de falhas. Na manhã seguinte ao incêndio, a juíza Amélia Lopes Cordeiro e o promotor abriram o Fórum de São José dos Pinhais às 7 horas da manhã para dar início ao processo o quanto antes. Isso não é normal, acusa o advogado Omar Elias Geha, assistente da defesa.
O recurso pedindo redução da pena deve levar cerca de três meses para ser julgado. Enquanto isso, pai e filho permanecem presos. O processo tinha indícios de que João Maria havia procurado a juíza Amélia para resolver uma série de questões relativas ao filho, sem resultado, afirma Geha. Eles não negaram o dano, mas jamais tiveram intenção de matar a família, diz.


