Curitiba A defesa dos policiais militares (PMs) envolvidos na morte do adolescente Ânderson Froese de Oliveira, 17 anos, vai tentar mostrar que o garoto estava armado e reagiu à abordagem, e por isso foi baleado. De acordo com o advogado Peter Amaro de Souza, Ânderson ''era um delinquente e estava envolvido com drogas''. Mesmo com a conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM), que aponta abusos por parte dos policiais, Souza disse que eles são inocentes.
O IPM concluiu que o soldado Nilton Hasse e o cabo Afonso Odair Konkel mataram Ânderson à queima-roupa e que teriam forjado provas para tentar incriminar o adolescente, morto na madrugada de 2 de novembro último, no Bairro Parolin, em Curitiba. Ele estava com vários amigos que iam pichar um muro. Ânderson e um dos amigos foram confundidos com suspeitos de assalto a supermercado e passaram por revista pessoal. Um laudo do IPM mostrou que Ânderson não fez nenhum disparo de arma. Os policiais também são acusados de torturar e ameaçar de morte o amigo de Ânderson, caso ele não assumisse que estava armado.
''A defesa começa agora. Estão transformando o Ânderson em santo, mas o fato é que ele reagiu'', afirmou Souza. Segundo ele, o laudo que mostra que o adolescente não atirou não é conclusivo. ''Algumas armas não deixam resíduo de pólvora'', relatou. Ele disse que fez o pedido de revogação da prisão preventiva dos policiais, que estão presos no Batalhão de Guarda desde 7 de novembro. ''Não fiz o pedido antes para que ninguém os acusasse de interferência na investigação'', informou.
Os pais de Ânderson, Raymundo de Oliveira e Agnes Froese de Oliveira, sustentam que o adolescente tinha uma vida normal, ia ao colégio e não tinha envolvimento com drogas.

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