Defesa de Pepiliasco deverá apresentar alegações finais
Paulo Ubiratan
De Londrina
O juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, João Luis Cleves Machado, deverá intimar, até o final da semana, o advogado de defesa da artista plástica Vanda Pepiliasco (Antonio Carlos Vianna) para apresentar as alegações finais no processo. Depois disso, o juiz deverá se manifestar a respeito da sentença de pronúncia e a artista plástica poderá ser julgada pelo Tribunal do Júri. Ela é acusada de ter matado, no dia 10 de julho de 93, a empregada doméstica Cleonice de Fátima Rosa.
O juiz já havia concedido sentença de pronúncia contra a artista plástica em dezembro do ano passado, considerando o crime como homicídio duplamente qualificado. Mas, em fevereiro, o advogado entrou com recurso junto ao Tribunal de Justiça do Paraná contra a decisão do juiz. Em agosto, o TJ determinou que fosse aberto prazo para que a defesa apresente as alegações finais.
A partir de agora será dada nova oportunidade para a defesa manifestar a sua tese e o juiz voltar a apreciar a tese do Ministério Público. Depois, ele vai decidir se encaminha ou não a ré para julgamento popular, afirmou o promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Iassaka. Ele disse que o TJ validou as suas alegações no processo e assim sendo, dificilmente Vanda Pepliasco escapará de ser julgada pelo juri popular. No entanto, a defesa ainda poderá mais vez apelar para o TJ em relação a esta última sentença do juiz.
Cleonice Rosa trabalhava para Lauro e Vanda Pepliasco, no apartamento do casal situado na Goiás, 1.623, área central. A vítima foi degolada e seu corpo encontrado pela também doméstica Luzia Colombo. Ela chegou a ser presa como suspeita do crime. Os filhos do casal também foram apontados como suspeitos. A artista plástica passou a ser acusada pelo crime após exames de DNA feitos em Belo Horizonte, que constatou que os fios de cabelos encontrados na mão da doméstica eram de Vanda Pepliasco.





