A defesa do piloto Gerson Palermo, condenado a 20 anos de reclusão em regime fechado pelo sequestro do avião da Vasp, no ano passado, terá 15 dias para recorrer da decisão da 8 Turma do Tribunal Regional Federal (TRF), de Porto Alegre. O TRF confirmou anteontem, por unanimidade, a sentença proferida, em fevereiro deste ano, pela Vara Federal Criminal de Londrina. A defesa poderá ainda recorrer em terceira e última instância ao Superior Tribunal Federal (STF).
Palermo foi denunciado pelo Ministério Público Federal como autor do sequestro do Boeing 737/200 da Vasp, que saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, em 16 de agosto de 2000. Palermo, que já foi piloto comercial, teria obrigado o comandante do vôo a pousar no aeroporto de Porecatu (85 km ao norte de Londrina). Lá juntamente com mais quatro homens ainda não identificados teria roubado cerca de R$ 5 milhões que estavam em malotes do Banco do Brasil.
Na apelação criminal julgada pelo TRF, a defesa alegou não existirem provas sobre sua participação no assalto à aeronave. Mas o relator do recurso no TRF, desembargador federal Manoel Volkmer de Castilho, apontou que um dos 61 passageiros do avião reconheceu Palermo, tanto na fase policial, quanto em juízo, como um dos assaltantes do avião. A testemunha teria sentado ao lado de Palermo durante o vôo.

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