Dias antes do júri, o advogado Sílvio José Farinholi Arcuri foi convocado pela Justiça para defender a ré Dayane Azevedo. O advogado dativo havia traçado uma estratégia de defesa, mas foi surpreendido pela própria cliente. Era estudada a possibilidade de delação premiada para a ré confessa que, de última hora, mudou a própria versão sobre os fatos. "Foram poucos os contatos com a Dayane. Pelo fato de eu ser um advogado que foi nomeado pela juíza, não sou uma pessoa de confiança dela, mesmo atuando de forma independente", destaca. A nomeação foi necessária já que Dayane não possuía recursos para pagar um advogado. A última informação obtida por Arcuri foi de que a jovem cumpria pena em Curitiba.
O advogado permanece com o caso. "Está sendo analisada a possibilidade de impetração de um habeas corpus no STJ [Superior Tribunal de Justiça] para anular o processo tendo em vista problemas que nós tivemos durante a sessão de julgamento com base em questões técnicas", afirma, sem detalhar. "No processo penal, a confissão não é a rainha das provas. Nós temos uma realidade em que pessoas se autoacusam sem ser, de fato, responsáveis pelo crime", argumenta Arcuri.
Ao recorrer da condenação, o advogado Laércio dos Santos Luz conseguiu reduzir a pena do réu Alan Aparecido Henrique de 21 para 17 anos. No início deste ano, Henrique passou a cumprir a pena em regime semiaberto. "Ele já voltou a trabalhar e se sente injustiçado porque nem esteve na universidade no dia do crime. Os réus já chegaram condenados no dia do júri", aponta o advogado. Henrique era réu primário, assim como Luiz Vieira da Rocha. A advogada de Rocha, que cumpre pena em Londrina, preferiu não conceder entrevista.(V.C.)

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