Defesa de Barbino alega insanidade
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segunda-feira, 06 de setembro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O juiz da 1 Vara Criminal de Londrina, João Luiz Clève Machado, comentou ontem que deve apreciar amanhã a defesa prévia de Ibrain José Barbino, 56 anos, ex-diretor geral da Cipasa.
Barbino é réu confesso no processo criminal sobre o assassinato do empresário Ciro Frare, 67 anos, dono da rede de concessionárias, morto a tiros, dentro da empresa (na Área Central), no dia 24 de junho.
A defesa foi apresentada na semana passada pelo advogado de Barbino, Antônio Amaral. No documento, foi requerido também um exame de sanidade mental do réu.
A intenção da defesa é demonstrar que Barbino praticou o crime sob forte emoção, o que anularia o argumento do Ministério Público (MP) de que o ex-diretor teria agido por motivação torpe objetivando vantagem.
Frare teria descoberto indícios de um esquema de desvio de dinheiro na empresa em Londrina, segundo a investigação policial.
''Barbino agiu por ímpeto'', afirmou Amaral. Em interrogatório na 1 Vara Criminal, em 27 de agosto, o ex-diretor afirmou que foi ofendido por Frare e que este chegou a jogar uma bola de papel no rosto dele momentos antes do crime.
Caso Clève acate o pedido de exame, um médico perito será nomeado.


