O advogado Antonio Carlos de Andrade Vianna criticou ontem o afastamento dos cargos dos policiais que figuram como réus na ação de concussão. Seu escritório, contratado pela Associação dos Delegados de Polícia do Paraná, defende o delegado José Antônio Zuba de Oliva e o escrivão Otacílio Sales Grube. Para Vianna, a decisão foi ''preciptada e ele (promotor) desrespeitou a Constituição quando deveria dar o exemplo''. Ele antecipou que irá interpor recurso junto ao Tribunal de Justiça, em Curitiba.
Vianna entende que as atividades administrativas exercidas pelos policiais não significam improbidade administrativa. ''Eu entendo como improbidade eles ficarem em casa agora e continuarem recebendo os salários, pagos com o dinheiro público'', declarou, lembrando que seus clientes não podem ser considerados culpados enquanto não for conhecida as sentenças, tanto na esfera criminal quanto na administrativa.
O advogado disse que Zuba, em razão de problemas de sa© úde, já havia ingressado com pedido de licença e não pretendia voltar a trabalhar enquanto estivesse em tratamento. O delegado passou boa parte do tempo que esteve preso em um clínica psiquiátrica de Londrina por causa de depressão e hipertensão. Agora, ele recebe tratamento ambulatorial.
O comandante da 2 Companhia de Polícia Rodoviária, capitão Sérgio Dalben, foi procurado para falar sobre o assunto mas a informação era de que ele estaria em uma reunião. Não houve retorno da ligação até o fechamento desta edição.

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