Defesa Civil quer agilizar socorro a desabrigados
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quinta-feira, 25 de maio de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A 5ª coordenadoria regional de Defesa Civil do Paraná, que abrange 144 municípios da região de Maringá, vai formar um fundo para atender os casos de emergência. A intenção é agilizar o atendimento às comunidades atingidas por vendavais e chuva de granizo, comuns nesta época do ano na região. Cada prefeitura vai repassar um salário mínimo por mês ao fundo, criando um caixa para suprir atrasos no repasse de recursos ou de materiais. Hoje qualquer acidente natural exige tempo para que a comunidade prejudicada seja atendida, explica o major Jurandi André, do Corpo de Bombeiros de Maringá e adjunto da coordenadoria.
Um caso típico foi mostrado ontem por major Jurandi. Ele esteve em Paiçandu (10 km a oeste de Maringá) para entregar 1.560 telhas a mais de 80 famílias de três conjuntos habitacionais que tiveram as casas destelhadas no dia 16. Cumprimos todas as etapas para receber as telhas da Defesa Civil do Estado. Se o fundo já existisse, essa demora não teria ocorrido, disse. A sorte dos moradores é que depois do vendaval de oito dias atrás não choveu mais.
Outro exemplo foi o vendaval que causou destruição em casas e empresas de Astorga (40 km ao norte de Maringá) no final de 99. Somente na semana passada é que vieram os últimos recursos solicitados pelo município por causa do vendaval, disse o major.
A proposta do fundo será apresentada aos prefeitos dentro de um pacote para ampliar a presença da Defesa Civil nos municípios. O primeiro passo será formar ou reativar os comitês de Defesa Civil em cada cidade. Os prefeitos vão ser orientados sobre como agir para decretar estado de emergência ou de calamidade pública.
Depois de formados, os comitês farão um mapa de atendimento para cada município, indicando áreas para alojamento, atendimento de emergência e desocupação de bairros ou de cidades. O ideal é manter a família dentro de casa, evitando os saques e dando mais confiança às vítimas, explica o major Jurandi. Os comitês ficarão também responsáveis por acionar a coordenadoria regional, que vai medir as necessidades e viabilizar o material ou recursos emergenciais.


