Curitiba

Albari RosaCoronel Vieira: primeira vez que há uma atuação em todas as frentesA Defesa Civil do Paraná permanece em estado de alerta até o inverno de 1998, quando devem cessar os efeitos do fenômeno El Ni¤o (aquecimento das águas do Oceano Pacífico provocando aumento de chuvas no Paraná). Os representantes do Conselho de Órgãos Governamentais se reuniram ontem no Palácio Iguaçu para definir como cada órgão deve se estruturar para evitar prejuízos à população.
‘‘O Estado está atrasado 25 anos no que se refere ao trabalho de prevenção. Desde a criação da Defesa Civil em 1972, esta é a primeira vez que existe um conselho governamental atuando em todas as frentes’’, disse o secretário chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil, coronel Luiz Antônio Borges Vieira.
Segundo ele, as prefeituras municipais vão se envolver em ações preventivas em relação às possíveis enchentes. ‘‘A partir de agora as 20 regionais da Defesa Civil do Estado devem orientar os prefeitos sobre como instalar comissões municipais e sobre o plano de atendimento a desastres’’, anunciou.
Cada comandante de batalhão da Polícia Militar é responsável por uma regional. ‘‘Os últimos dois anos têm sido referência de desastres mais graves, e o Estado tem conseguido socorrer rapidamente as comunidades, como em Nova Laranjeiras, atingida por um vendaval há pouco mais de um mês’’, lembrou Vieira.
O El Ni¤o foi detectado no início do ano com o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno altera a circulação de massas de ar na atmosfera e deve provocar mudanças no clima em todo o mundo. Para o Brasil, a previsão é de seca no Nordeste e chuvas intensas no Sul do País entre os meses de outubro de 1997 e janeiro de 1998.
Pinhais - No município de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, já começaram os treinamentos para socorro de vítimas em inundações. Semana passada, mais de 35 pessoas participaram de um treinamento no Rio Iraí, um dos quatro que cortam o município.
Os voluntários aprenderam técnicas de uso de remo, abordagem e resgate de vítimas na água, uso de salva-vidas e cordas. Outras aulas práticas e teóricas já foram agendadas para o mês de outubro. A cidade foi dividida em seis áreas de risco e em cada uma delas um técnico da Defesa Civil está montando uma equipe. A idéia é formar grupos de pelo menos 30 pessoas em cada região e cadastrar as famílias que vivem em áreas de risco.

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