A Defesa Civil de Londrina, descartou, por ora, a interdição das casas na rua Frederico Vivan, no Jardim Neman Sahyun (Zona Sul). Segundo Rosalmir Moreira, diretor técnico da Cohab-Londrina e chefe da Defesa Civil, os imóveis são seguros. O único perigo é a enxurrada derrubar o barranco sobre elas. ''Apenas uma moradora foi aconselhada a abandonar a residência. Vamos monitorar o local com apoio dos próprios moradores'', informou ontem.
O Corpo de Bombeiros esteve no local, na última quinta-feira, e considerou arriscada a permanência dos moradores. ''Os fiscais constataram que grande quantidade de terra foi retirada dos barrancos que ficam atrás de algumas casas'', disse Moreira, na sexta-feira. Mesmo assim, as famílias resistem à idéia. Segundo o pedreiro Jeferson do Nascimento, as 16 famílias que habitam o bairro querem processar judicialmente a prefeitura, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a loteadora Pavibrás e, talvez, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-Londrina).
Desde 2003, tramita uma ação civil pública, impetrada pela ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), que objetiva indenizar os moradores e recuperar as áreas de várzea, nascente e declividade do Córrego Roseira. Conforme a MAE, a loteadora vendeu terrenos num local de preservação ambiental e nega sua responsabilidade. ''Caso haja um deslizamento e alguém morra, o chefe da Defesa Civil pode ser processado'', disse, ontem, Carlos Levy, advogado da ONG.

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