A Defesa Civil de Londrina interditou, ontem pela manhã, o Center Shop, localizado na Área Central e que foi alvo de incêndio no sábado à noite. Segundo o diretor da Defesa Civil, Rosalmir Moreira, um técnico foi enviado ao local logo que amanheceu e constatou que há riscos de desabamento. Por isso, o imóvel permanece fechado. ''O administrador do shopping vai ter que se organizar para que os entulhos sejam retirados e as mercadorias devolvidas aos lojistas sem tumulto pois há um risco iminente de desabamento. Se o imóvel for aberto e acontecer alguma coisa com alguém, o shopping será responsável'', explicou.
Sem saber da interdição, dezenas de funcionários das lojas apareceram no empreendimento, munidos de caixas e sacolas plásticas para tentar retirar as mercadorias que restaram. ''Pelas imagens que eu vi pela imprensa, acho que a minha loja não foi atingida. A gente quer entrar e ver o que restou. Precisamos trabalhar, não tem como ficar parada'', comentou a proprietária de uma livraria, Andrea Ramos Nogueira Vieira.
Policiais militares também estiveram no local para evitar qualquer tumulto, pois, ao serem informados que o shopping não seria aberto, alguns trabalhadores se irritaram. ''Queremos saber como que a gente fica, quem é que vai indenizar a gente'', gritou um lojista.
No período da tarde, a direção do Center Shop realizou uma reunião com os lojistas, na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), para esclarecer e ajustar os procedimentos sobre a retirada de materiais. A imprensa não foi autorizada a participar da reunião. O proprietário do prédio, Rachid Zambian, falou antes do encontro e garantiu que o imóvel é seguro. Ele afirmou que anualmente o Corpo de Bombeiros realiza vistorias no local e que as condições de armazenamento da central de gás e as iluminação de emergência, citadas pelo grupamento, estavam dentro dos padrões exigidos, não oferecendo risco à segurança de quem trabalha ou visita o shopping.
O incêndio no shopping consumiu cerca de 750 metros quadrados e atingiu 30 lojas. Na segunda-feira, peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local. O laudo deve ficar pronto em 15 dias.

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